quarta-feira, 13 de julho de 2011

A FAMÍLIA no processo de INCLUSÃO SOCIAL e ESCOLAR

Muitos autores têm discutido sobre a importância da participação da família no processo de inclusão social/ escolar. No entanto,o que vem ocorrendo é que professores reclamam da "apatia ou indiferença" dos pais, bem como da falta de compreensão e comprometimento dos mesmos no processo de desenvolvimento e inclusão de seus filhos, além do não reconhecimento do trabalho realizado pela escola em "benefício" de seus filhos.

Entretanto, precisamos começar a desmistificar e melhorar os problemas de relacionamento entre as famílias/ professores e profissionais do ensino em geral, deixando de enfatizar apenas as dificuldades ou deficiências dos alunos, passando a enfatizar mais seus pontos fortes. É deixarmos de buscar atender às dificuldades de aprendizagem, para explorarmos mais suas potencialidades. É preocuparmos mais com seus "sucessos" do que com seus "fracassos".

Assim, com certeza, as famílias ditas como "funcionais"- que se mobilizam pelo sucesso de seus filhos- estarão cada vez mais envolvidas, participativas e incluídas no processo de "tomadas de decisões": sobre o ensino de seus filhos, sobre os procedimentos que serão utilizados, bem como sobre as condutas a serem adotadas. Com novas alternativas de envolvimento da família, maior preocupação com a qualidade dos serviços oferecidos e com mais diálogo aberto e franco, essa situação de descomprometimento e descompromisso com o sucesso dos alunos, só tende a mudar!

Segundo MANTOAN (1997), tanto a valorização, quanto o conhecimento das características étnicas e culturais dos diferentes grupos sociais que compõem a sociedade e a crítica às relações sociais discriminatórias e excludentes, também têm indicado que novos caminhos devam ser traçados nas instituições e nas famílias.Para esse autor os novos caminhos são:

a- Respeito aos diversos tipos de estrutura familiar;

b- Acolhida das diferentes culturas, valores e crenças sobre educação infantil;

c- Inclusão do conhecimento da família no trabalho educativo;

d- Estabelecimento de canais de comunicação para troca constante entre família e escola;

e- Acolhida de famílias com filhos deficientes e/ou com necessidades educativas especiais.



De acordo com a "Declaração de Salamanca", no que se refere ao papel da família nesse processo de inclusão, demanda que se:

Assim, com certeza, as famílias ditas como "funcionais"- que se mobilizam pelo sucesso de seus filhos- estarão cada vez mais envolvidas, participativas e incluídas no processo de "tomadas de decisões": sobre o ensino de seus filhos, sobre os procedimentos que serão utilizados, bem como sobre as condutas a serem adotadas. Com novas alternativas de envolvimento da família, maior preocupação com a qualidade dos serviços oferecidos e com mais diálogo aberto e franco, essa situação de descomprometimento e descompromisso com o sucesso dos alunos, só tende a mudar!

Segundo MANTOAN (1997), tanto a valorização, quanto o conhecimento das características étnicas e culturais dos diferentes grupos sociais que compõem a sociedade e a crítica às relações sociais discriminatórias e excludentes, também têm indicado que novos caminhos devam ser traçados nas instituições e nas famílias.Para esse autor os novos caminhos são:

a- Respeito aos diversos tipos de estrutura familiar;

b- Acolhida das diferentes culturas, valores e crenças sobre educação infantil;

c- Inclusão do conhecimento da família no trabalho educativo;

d- Estabelecimento de canais de comunicação para troca constante entre família e escola;

e- Acolhida de famílias com filhos deficientes e/ou com necessidades educativas especiais.



De acordo com a "Declaração de Salamanca", no que se refere ao papel da família nesse processo de inclusão, demanda que se:                  
              "(...) encorajem e facilitem a participação de pais, comunidade e orga-nizações de pessoas portadoras de deficiências nos processos de planejamento e tomada de decisões concernentes à provisão de serviços para necessidades educa-cionais especiais"(1994, p.2).

  Também afirma que "pais possuem o direito inerente de serem consultados sobre a forma de educação mais apropriada às necessidades, circunstâncias e aspirações de suas crianças"(p. 3-4) e que:
                "(...) ao mesmo tempo em que escolas inclusivas provêem um ambiente favorável à aquisição de igualdade de oportunidades e participação total, o sucesso delas requer um esforço claro, não somente por parte dos professores e profissionais na escola, mas também por parte dos colegas, pais, famílias e voluntários".(p.5).

A Declaração de Salamanca estabelece a necessidade de parceria entre família, professores e profissionais da escola, com a finalidade de maximizar os esforços para a inclusão, da melhor forma possível, dos alunos com necessidades educativas especiais no ensino regular. Ela também especifica como deve ser essa parceria entre família e escola inclusiva. Essa parceria propicia:
1-      Maior apoio aos pais para que assumam seus papéis de pais de alunos com necessidades especiais;
2-      Oportunidade de escolha do tipo de provisão educacional que os pais desejam para seus filhos;
3-      Que pais sejam parceiros ativos nos processos de tomadas de decisões e planejamento educacional de seu filho.

OBSERVAÇÃO- Sem o desenvolvimento dessa relação de "parceria" família/ professores e profissionais da escola, não serão alcançados o nível e a qualidade de envolvimento necessário para assegurar ganhos educacionais possíveis para “todos” os alunos.

  A participação na escola inclusiva também proveria aos pais uma maior compreensão do processo de inclusão, quanto a seus objetivos, benefícios e possíveis limitações. No entanto, se os pais têm direitos a um papel na escola inclusiva, também têm responsabilidades.
  Exemplo: manter educadores informados sobre os desenvolvimentos que afetam a educação do filho, participar de encontros escolares e tomadas de decisões, dar consentimento e comunicar-se de forma aberta e verdadeira com os educadores (professores e profissionais da escola) parecem ser o mínimo.
  Assim sendo, parece que aos poucos temos caminhado para a destruição do muro invisível entre escola e família- mas, não é tarefa fácil. Isso envolve ao menos:
-equipe multidisciplinar com vontade de mudar; - ampliação de serviços e apoios para acomodar necessidades dessas famílias; - parcerias com outras agências de serviços; respaldo do conhecimento científico (parceria com universidades);- capacitação contínua de professores, profissionais da escola e pais;- relacionamento entre pais/ professores e profissionais da escola baseado na igualdade, comunicação aberta com tarefas justas, visualizando progressos para alunos, além do respeito e valorização de pais, profissionais e alunos em geral.


                 Assim, a família do aluno com necessidades educativas especiais é a principal responsável pelas ações do seu filho com necessidades especiais, visto que é ela quem lhe oferece a primeira formação. Na integração/inclusão escolar, o aluno com apoio dos profissionais e da família, poderá adquirir competências ainda maiores, se tiver um envolvimento como a "parceria".
                É preciso que todos (família/sociedade/escola) tenham consciência de que alunos da Educação Especial: são vivos, sentem, observam, têm as mesmas necessidades que outros alunos e não se pode confiná-los num mundo à parte. Infelizmente, o deficiente, o diferente é produzido pelo ambiente de carências afetivas, sociais, econômicas... "Nem um louco, nem um bobo"... Mas um ser humano que requer talvez mais carinho/ atenção que outros "ditos normais"
                Diante disso, é contexto que têm surgido propostas de educação inclusiva e de sociedade inclusiva, com uma educação e sociedade caminhando juntas para promover o que se chama de "educação para TODOS", sem distinção de : raça/ cor/ religião/ necessidades. No entanto, nossa sociedade não está preparada para promover a inclusão de pessoas com necessidades especiais... por isso devemos trabalhar para que essa integração/ inclusão ocorra.
                Movimentos integracionistas/ inclusivistas visam à plena participação de todas as pessoas em todos os setores da sociedade e a busca por parte de ambos( sociedade e alunos especiais) que de maneiras práticas correlacionem seus direitos e deveres na construção de uma sociedade para TODOS, objetivando o pleno exercício de uma cidadania que todos nós temos direito. Porém, para isso é preciso que a sociedade conheça melhor a realidade da Educação Especial.
                Daí a conscientização da família se faz necessária, no sentido de que ela faz parte de um contexto e exerce influências sobre o "indivíduo", preparando-o para o mundo escolar, sendo também essencial à conscientização dos educadores, não só para saber trabalhar com o "aluno", mas também para promover o desenvolvimento familiar, de forma que a família se torne um "agente" processo de integração/inclusão.
                Família e Escola devem encontrar formas criativas e arregimentadoras de convivência, levando a comunidade a participar de parcerias, para a manutenção da integração/inclusão.A Família é o primeiro e talvez o principal grupo social em que vivemos. É nela que aprendemos a construir nossa individualidade e independência. Por isso, é muito importante o convívio com outras famílias que enfrentam, ou não, problemas com necessidades especiais.
                Pais precisam estar conscientes e mobilizados para participar, apoiar , trabalhar com união e harmonia. Devem também cuidar para que não haja, em relação ao filho com necessidades especiais, superproteção, posto que esta em pouco contribui para o desenvolvimento da autonomia da pessoa. Há muito que fazer, uma vez que a escola brasileira ainda não está suficientemente pronta para atuar com alunos da classe especial. Cada caso é um caso diferente. Para o professor é um "grande desafio", mas com competência e boa vontade da família, muito se fará pela Educação Especial. Na certeza de que todos precisam de apoio, compreensão e amadurecimento, principalmente pessoas especiais, é que a comunidade deve mudar seu pensamento e ajudar os mais necessitados.


CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Torna-se aqui necessário aqui algumas considerações, ressaltando que a "participação" da família do filho com necessidades especiais é decisiva no processo de integração/inclusão e indispensável para que ele possa construir-se pessoalmente e participante da sociedade. As relações entre famílias e filhos com necessidades especiais oportunizam suporte recíproco para o fortalecimento necessário para uma convivência saudável entre seus membros. A escola, em conjunto com a família, quer implementar as melhores estratégias de ensino- aprendizagem para que o aluno portador de necessidades especiais dela se beneficie e nela permaneça. Assim, a integração/inclusão das pessoas com necessidades especiais (NEE) é um processo, cuja consolidação depende da concorrência de múltiplos esforços e a participação de todos os envolvidos na sociedade, de forma que se crie uma "consciência social", ou seja, todos são  responsáveis pela efetivação e sucesso de uma escola ‘para’, ‘de’ e ‘por’ TODOS’.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
BRASIL, Ministério da Educação. Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica. Secretaria de Educação Especial: MEC, SEESP,2001

CORDE. Declaração de Salamanca e linhas de ação sobre necessidades educativas especiais. Brasília, 1994

MANTOAN,M.T.E. A Integração de pessoas com deficiência: contribuições para uma reflexão sobre o tema. São Paulo: Memmon, Editora SENAC, 1997

Um comentário:

  1. parabéns pela belissima atuação na area de educação ... o Brasil tem muito a melhorar ... e precisa de pessoas capcitadas para resolver estas questões ... parabéns pelo seu trabalho ... e não desista nunca porque o impossivel só é impossivel na mente dos fracos ... Marco Antonio ...

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