PALAVRAS- CHAVE: Alfabetização; Letramento
terça-feira, 14 de maio de 2013
Alfabetização e Letramento: semelhanças e diferenças.
Não é novidade que o Brasil ainda enfrenta o problema do analfabetismo,
tanto de crianças que saem da escola e de outros que não tiveram a oportunidade
de se apropriarem do saber da leitura e escrita. O fato é que o nosso país
possui ainda um número significativo de indivíduos que não adquiriram o saber
necessário para atender às exigências de uma sociedade letrada. Pode-se
dizer que ‘ler’ é adentrar outros mundos, através da imaginação e criatividade;
é questionar a realidade em que se vive para poder compreendê-la melhor; é
distanciar-se do texto e assumir uma postura ‘crítica’ frente ao que de fato se
diz e ao que se quer dizer; é assumir a ‘cidadania’ no mundo da cultura
escrita. Desta forma, o ato de ler deve começar a partir de uma abrangente
compreensão do ato de ler o mundo, o que os seres humanos fazem muito antes de
decodificar a palavra escrita. Até mesmo pela história, os seres humanos
primeiramente mudaram o mundo, depois o revelaram e a seguir escreveram as
palavras. O tratamento que a escola vem dando à leitura pode estar sendo
perigoso, pois corre o risco de assustar as crianças, ou seja, distanciando-as
da leitura, ao invés de aproximá-las. A alfabetização tem estado desligada dos
propósitos que de fato lhe dão sentido, ou seja, é preciso que se mostre sua
relevância social, uma vez que se deve considerar como condição necessária para
a aprendizagem: a construção de sentido, com objetivos claros e função social.
A escola tem uma missão específica: os objetivos do conhecimento. Nesse caso, a
leitura deveria ser seu objeto de ensino. Leitura é antes de tudo um objeto de
ensino, mas deve se constituir também como um objeto de aprendizagem. Ler é
muito mais que a simples decodificação de códigos ou símbolos lingüísticos,
pois para que realmente haja leitura, é preciso que se recorra aos
conhecimentos prévios sobre determinados assuntos, para que com eles se possam
construir novas estratégias, que permitam uma maior reflexão e construção de
significados. Ler é um ato de interpretação de códigos, símbolos, desenhos, gráficos,
sinais, palavras, frases, enfim, de toda e qualquer forma de expressão de
pensamento e sentimento humano. Além da
leitura e escrita, no âmbito da alfabetização, tem surgido a temática do
‘letramento’, relacionada às práticas sociais orais e escritas, que atravessam
e condicionam o movimento dos sujeitos, determinando seus espaços de ação. O
fato é que em sociedades como a nossa, a linguagem escrita acaba por se
instituir como um cinturão de poder, onde algumas pessoas ficam dentro desse
cinturão e muitas ficam de fora. Nesse caso, os usos e funções sociais da
escrita, estão distribuídos como se fossem ‘bens econômicos’, de uma forma
desigual, o que demonstra que mesmo com pessoas com anos de escolarização,
acabem por não terem acesso ao ‘conhecimento’ e ao uso de determinados gêneros
textuais. Pode-se então dizer que ‘são pessoas alfabetizadas, mas não
letradas’, isto é, com acesso ‘interditado’ a determinados modos de
funcionamento da linguagem. Pessoas que fazem uso da linguagem escrita, em
geral, em situações simples, ligadas ao cotidiano, a tarefas de ordem prática
como - ler e escrever o próprio nome/ um pequeno bilhete ou lista - fazendo
assim, um uso reduzido da linguagem escrita. Assim, a alfabetização se ocupa da aquisição da escrita por um indivíduo, ou
grupo. Enquanto o letramento “focaliza os aspectos sócio-históricos da
aquisição de um sistema escrito por uma sociedade” (TFOUNI, 1995), e ainda, é o
estado ou condição de quem não apenas sabe ler e escrever, mas cultiva e exerce
as práticas sociais que usam a escrita. Desta forma, um indivíduo
alfabetizado não é necessariamente um indivíduo letrado. Alfabetizado é aquele
indivíduo que sabe ler e escrever; enquanto que letrado é aquele que sabe ler e
escrever, mas que responde adequadamente às demandas sociais da leitura e da
escrita. Assim, alfabetizar letrando seria ensinar a ler e escrever no contexto
das práticas sociais, compreendendo as funções sociais da leitura e da escrita,
onde o educando deve ser alfabetizado e letrado. Diante disso, a linguagem é um
fenômeno social, estruturada de forma grupal e ativa, do ponto de vista social
e cultural. Portanto, a palavra letramento é utilizada no processo de inserção
dentro de uma cultura letrada. Na intenção de compreender os caminhos
percorridos (ou perdidos) para a transformação da escolarização, considera-se a
hipótese de que o despreparo e desinformação dos profissionais e, ainda, dos
acadêmicos da área de educação, promovem a distância entre a assimilação
prática e conceitual do letramento. De qualquer forma, o que interessa no âmbito deste trabalho, é de
informar descritivamente sobre alfabetização e letramento, quanto a etimologia
do segundo termo, o seu surgimento e as suas diversificadas práticas sociais,
bem como o seu abarcamento, suas dimensões e o mais intrigante, como estar
desenvolvendo-o na sala de aula, pois o preparo dos educadores proporcionará
alterações no ensino e na aprendizagem dos educandos , desenvolvendo assim
o letramento de ambos os envolvidos.
este trabalho visa dar um suporte para educadores que desejam construir e
reconstruir suas propostas pedagógicas, informando-se para gerar conhecimento
crítico e analítico quanto às atividades do letramento versus a pedagogia
mecânica e institucional por tanto tempo praticada nas escolas. Pretendeu-se
ainda, reformular e construir a compreensão acerca das bases teóricas da
aprendizagem, além de possibilitar uma reflexão sobre a visão de mundo e de
alfabetização, para que incorporem uma nova educação para crianças, para jovens
e adultos.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
A psicopedagogia e as modalidades de aprendizagem
O conceito de Modalidade de Aprendizagem, dado por
Alicia Fernández (1991), propicia-nos uma passagem do universal para o
particular, da análise estática do aqui/agora para o estudo de um processo
dinâmico; de um objeto de conhecimento construído para um objeto de
conhecimento em
construção. O fundamental aqui é o modo como ocorre o
processo de construção de conhecimento no interior do sujeito que
aprende.
Cada um de nós apresenta uma forma, um modo
particular singular de entrar em contato com o conhecimento. Isso significa que
cada um de nós tem sua particular e individual modalidade de aprendizagem, que
oferece uma maneira própria de aproximar-se do objeto de conhecimento, formando
um saber que lhe é peculiar. Constrói-se essa modalidade de aprendizagem desde
o nascimento do indivíduo, através da qual ele se enfrenta com a angústia
inerente ao conhecer-desconhecer.
A modalidade de aprendizagem se constitui numa
matriz, num molde, num esquema de operar utilizado nas várias situações de
aprendizagem. Assemelha-se à modalidade sexual e à forma de relação que o
indivíduo mantém com o dinheiro, também como a forma de alimentar-se. Por isso,
a modalidade de aprendizagem é sempre singular e específica.
A Psicopedagogia, buscando a Psicanálise como uma
área de conhecimento transdisciplinar, concorda que a primeira pessoa que
exerce a ensinagem, que transmite um conhecimento para alguém, é aquela que
cuida do bebê e que com ele primeiro se relaciona. Esta pessoa pode ser a
própria mãe ou alguém que exerça a função materna. È este primeiro vínculo que
instaura o espaço transicional que irá possibilitar a ação de aprender. Essa
relação intersubjetiva estabelece um vínculo que permitirá alguém aprender e
ensinar. O vínculo cria uma modalidade de aprendizagem singular, onde há uma
aprendizagem recíproca entre mãe e filho, estabelecendo também uma forma de
ensinagem. A mãe pode aprender com o filho, daí porque posiciona-se no lugar de
quem pode ensiná-lo. Piera Aulagnier chama de “violência primária necessária” o
fato de a mãe precisar pensar pelo seu bebê, nos seus primeiros momentos. Ela
utiliza-se de sua capacidade de pensar para criar uma “fala”, “um desejo” como
sendo o do seu filho. Porém, ela precisa acreditar que o filho também irá
construir sua própria capacidade de pensar e de organizar pensamentos que serão
diferentes dos pensados por ela.
Portanto, a Psicopedagogia, tranversalizada pela Psicanálise, crê que para aprender a pensar necessita-se
de um outro que é, ao mesmo tempo, semelhante e diferente, e que irá dar a
possibilidade ao indivíduo de tornar-se sujeito, pois aquele que ainda não se
constituía como sujeito, para existir como tal, precisa de um outro que lhe dê
esta condição. No entanto, é preciso que o outro reconheça o processo de pensar
desse sujeito, que lhe outorgue o direito de pensar diferente dos outros.
Assim, constituída uma modalidade sadia de aprendizagem, provavelmente esse
ser-sujeito vai se relacionar de modo diferente quanto ao conhecimento, quanto
à maneira de se colocar diante da agressividade, da violência, e de todas as
outras vivências de sua vida, pois construiu uma forma particular de
aprender.
Através do conhecimento da modalidade de
aprendizagem do sujeito, poderemos
introduzir um aparato pedagógico que atenda às necessidades específicas do
aprendente. Tais necessidades específicas é que vão nortear nosso trabalho.
Podemos exemplificar com o caso de uma criança que constantemente manuseie os
objetos a ela apresentados. Isso indica que sua modalidade de aprendizagem a
faz privilegiar o tato como uma forma de entrar em contato com o objeto de
conhecimento. A especificidade da necessidade leva-a a desenvolver uma forma
própria de construir seu conhecimento e chegar ao saber direcionado para o lado
tátil. Portador desse conhecimento, o psicopedagogo como também o professor
usarão atividades que propiciem o ensino das diferentes texturas dos objetos ou
mesmo solicitarão ao aprendente falar como é o seu particular modo de perceber
o mundo, para daí poderem investigar a forma de como este sujeito está
construindo seu conhecimento.
Segundo Pain (1986), as modalidades de aprendizagem
do indivíduo, por sua vez, dependem das modalidades de inteligência. O estudo
dessas modalidades vem da análise realizada por Piaget acerca do movimento de
acomodação e do movimento de assimilação que o sujeito realiza, para
adquirir as primeiras aprendizagens assistemáticas, e que caminharão com ele
até chegar às aprendizagens sistemáticas, cujos aspectos positivos e negativos
dependerão da maneira como as relações vinculares permeiam esse processo. Pain
considera que os referidos movimentos piagetianos, quando perpassados por
vínculos negativos, desenvolvem uma hiper e/ou hipoacomodação, ou uma hiper
e/ou hipoassimilação, que construirão, no sujeito, modalidades de inteligência
patógena.
Com relação às modalidades de inteligência, achamos
interessante para o leitor resumir esta
modalidades, de acordo com a visão de Fernãndez (1991) e Pain (1986) ,
estabelecendo as relações e conseqüências na aprendizagem.
- Hipoassimilação
- Modalidade: pobreza
de contato com
o objeto, esquemas
de objeto empobrecidos.
- Conseqüência: incapacidade de coordenar estes esquemas, défict lúdico e
criativo, prejuízo da
função antecipatória, da imaginação e
da criação.
- Hiperassimilação
- Modalidade: precocidade na internalização dos esquemas representativos,
predomínio do lúdico e da fantasia, subjetivação excessiva.
- Conseqüência: não permite antecipação de transformações, desrealização do
pensamento, resistência aos limites, dificuldade para resignar-se.
- Hipoacomodação
- Modalidade: não respeito
ao ritmo, tempo da criança não
obediência à necessidade de repetição de uma experiência, reduzido contato com
o objeto.
- Conseqüência: déficit na representação
simbólica, dificuldade na internalização das imagens, problemas na aquisição da
linguagem, falta de estimulação, abandono.
- Hiperacomodação
- Modalidade:
superestimação da imitação, reduzido
contato com a subjetividade, falta
de iniciativa, obediência cega às normas, submissão, não dispõe de suas
experiência anteriores.
- Conseqüência: superestimulação da
imitação, falta de iniciativa, obediência acrítica às normas, submissão.
A partir deste esquema sobre as modalidades de inteligência, o sujeito
constrói sua não-aprendizagem, da seguinte forma:
- Hipoassimilação/Hiperacomodação
- Alunos “bonzinhos”, mas não colocam
significados; imitação estereotipada.
- Modalidade dominante na escola
- Hiperassimilação/Hipoacomodação
- Problemas de aprendizagem com
estrutura psicótica ou de Sintoma
- Hipoassimilação/Hipoacomodação
- Não reproduz, não fantasia,
- Inibição Cognitiva
Outro
aspecto que o psicopedagogo deverá considerar: o processo ensino-aprendizagem é
sempre um caminho de via dupla. As modalidades de aprendizagem que interferem
neste processo dizem respeito não exclusivamente ao aprendente, mas também ao
ensinante. Isso nos leva a refletir na nossa própria modalidade de
aprendizagem, uma vez que ela poderá construir uma modalidade de ensinagem
geradora de modalidades de aprendizagem patógenas.
REFERÊNCIAS
DOLLE,
J.M. – Para Além de Freud e Piaget.
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Esther
Pillar Grossi e Jussara Bordia, p. 59. Ed. Vozes, Petrópolis, 1996.
FERNÁNDEZ, Alícia
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tradução de Iara
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Médicas, Porto Alegre, 1990.
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1997.
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Escondida na Professora, Editora Artes Médicas, Porto Alegre, 1994.
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A Inteligência
Aprisionada, Editora
Artes Médicas, 2ª Edição, Porto Alegre, 1991
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FERNÁNDEZ,
Alicia. O Saber em
Jogo. Porto Alegre : Artes Médicas, 2001.
Griz, MGS
– Avaliação Psicopedagógica: Verificação de Talentos e Potencialidades.
Capítulo 5 do livro Psicopedagogia: Diversas Faces, Múltiplos Olhares.
Organizado por Maria Alice Leite Pinto. Editora Olho D’Agua, São Paulo, 2003
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- Cognição e Afetividade. REVISTA
PSICOPEDAGOGIA. da
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Griz, MGS
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PSICOPEDAGÓGICA do Instituto
Sedes Sapientiae, São Paulo, Ano
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MORIN,
Edgar – Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro. Editora
Cortez, tradução de Catarina Eleonora F. Da Silva e Jeanne Sawaya. Título
original: Les sept savoirs nécessaire à l”éducation du futur. 2000, Brasília
Distrito Federal
PAIN,
Sara. Subjetividade e Objetividade: Relações entre Desejo
e Conhecimento, Centro de Estudos Educacionais Vera Cruz –
CEVEC, São Paulo, 1996.
PAIN,
Sara. Diagnóstico e
Tratamento dos Problema
de Aprendizagem, Editora Artes
Médicas, 2ª Edição, Porto Alegre, 1986.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
As contribuições da Lingua Brasileira De Sinais (LIBRAS) no contexto educacional: Modalidade Fundamental
A escola é muito importante na
formação dos sujeitos em todos os seus aspectos. É um lugar de aprendizagem, de
diferenças e de trocas de conhecimento, precisando, portanto atender a todos
sem distinção, a, fim de não promover fracassos, discriminações e exclusões.
Diferente dos ouvintes, grande
parte das crianças surdas entram na escola sem o conhecimento da língua, sendo
que a maioria delas vem de famílias ouvintes que não sabem a língua de sinais,
portanto, a necessidade que a LIBRAS seja, no contexto escolar, não só língua
de instrução, mas, disciplina a ser ensinada, por isso, é imprescindível que o
ensino de LIBRAS seja incluído nas séries iniciais do ensino fundamental para
que o surdo possa adquirir uma língua e posteriormente receber informações
escolares em língua de sinais.
O papel da língua de sinais na
escola vai além da sua importância para o desenvolvimento do surdo, por isso,
não basta somente a escola colocar duas línguas nas classes, é preciso que haja
a adequação curricular necessária, apoio para os profissionais especializados
para favorecer surdos e ouvintes, a fim de tornar o ensino apropriado a
particularidade de cada aluno. Sobre isso Skliar menciona:
Segundo SKLIAR (2005, p. 27): “
Usufruir da língua de sinais é um direito do surdo e não uma concessão de
alguns professores e escolas”.
A escola deve apresentar
alternativas voltadas ás necessidades lingüísticas dos surdos, promovendo
estratégias que permitam a incursão e o desenvolvimento da língua de sinais
como primeira língua.
As diferentes formas de
proporcionar uma educação à criança de uma escola, dependem das decisões
político-pedagógicas adotadas pela escola. Ao optar por essa educação, o
estabelecimento de ensino assume uma política em que duas línguas passarão a
ser exercitadas no espaço escolar.
Preparação dos profissionais
Deve-se pensar em uma preparação
para os profissionais para incluir crianças com necessidades especiais no
ensino fundamental, pois nesse processo, o educador irá estar diretamente
interligado com esses alunos favorecendo o desenvolvimento das habilidades para
a prática pedagógica, com o auxílio de um programa assistencial infantil, que
atende essas crianças, que obrigatoriamente deve estar presente na escola.
Quando ocorre o preconceito da
sociedade quanto ao deficiente auditivo, é preciso que haja educadores
qualificados e ambiente adequado para o atendimento aos alunos amenizando essa
problemática, dando importância à perspectiva de atender as exigências da
sociedade que só alcançará seu objetivo quando todas as pessoas tiverem acesso
à informação e conhecimento necessário para a formação de sua cidadania.
Em meio a discussões sobre os
questionários aplicados a profissionais na escola Geraldo Caldani, releva que
para o desempenho das atividades pedagógicas em relação às crianças com
deficiência auditiva, devem receber assessoramento da equipe pedagógica e de
intérpretes que atendem as necessidades dos alunos surdos inclusos no ensino
regular.
A inclusão do deficiente auditivo
deve ser integral, acima de tudo, digna de respeito e direito a educação com
qualidade atendendo aos interesses individuais e nos grupos sociais. Já a educação especial passa por uma
transformação em termos da sua concepção e diretrizes legais. É preciso
estabelecer um plano de ação político-pedagógico que envolva a inclusão das
pessoas portadoras de necessidades especiais. Faz-se necessário lembrar que a Educação
Especial delineia um processo de construção e compreensão de posicionamentos
quanto às orientações e diretrizes atuais.
Com o processo de inclusão dos
portadores de necessidades educativas especiais no ensino fundamental, devemos
levar em consideração que as mudanças são freqüentes, principalmente quando
consideramos que toda a nossa tradição histórica tem sido preconceituosa e
discriminativa. Quanto a isso, os profissionais sabem que existe uma grande
preocupação no rendimento escolar, por isso, o educador deve estar preparado
para lidar com situações constrangedoras, pois terá contato com diferentes
tipos de alunos.
Há ainda, uma grande preocupação
quanto a participação dos pais na escola, pois são poucos os que são presente
na educação escolar. Os mesmos, muitas vezes desconhecem a LIBRAS, pois
utilizam gestos que são reproduzidos naturalmente.
No processo de inclusão no âmbito
escolar, deverá ser feito um trabalho de conscientização que é um trabalho
essencial para a construção de uma sociedade justa e igualitária, na qual as
diferenças sejam consideradas e respeitadas.
As diferenças humanas
Os ouvintes são acometidos pela
crença de que ser ouvinte é melhor do que ser surdo, pois, na ótica do ouvinte,
ser surdo é o resultado da perda de uma habilidade disponível para a maioria
dos seres humanos. No entanto, essa parece ser uma questão de mero ponto de
vista. “Um órgão a mais ou a menos em nossa máquina teria feito de nós outra
inteligência” (FAULSTICH, 2004 p.36 ).
Se não há limite entre a grandeza
e a pequenez podemos concluir que ser surdo não é melhor nem pior de ser
ouvinte, mas diferente. Esta é uma questão que merece ser amplamente discutida,
pois, estão limitadas as considerações das pessoas com necessidades especiais.
Segundo Skliar (2005) explica que falar em Cultura Surda como
um grupo de pessoas localizados no tempo e no espaço é fácil, mas refletir
sobre o fato de que nessa comunidade surgem processos culturais específicos é
uma visão rejeitada por muitos, sobre o argumento da concepção da cultura
universal.
Quanto à Língua de sinais, cabe
ressaltar a forma como os indivíduos são nela nomeados, atribuindo-se aos
sujeitos características físicas, psicológicas, associadas ou não a
comportamentos particulares, os mais variados, os quais personificam os
indivíduos. É uma língua adquirida efetivamente no contato com seus falantes.
Esse contato acontece com a participação da família, onde a cultura esta em
plena transformação e ao mesmo tempo diversifica seus hábitos e costumes que
refletem nessa cultura. Nesse sentido, é fundamental o contato da criança surda
com os adultos surdos e outras crianças com as mesmas necessidades para que
haja a interação lingüística favorável que possibilite um ambiente de
interação, quando se trata de língua de sinais.
O processo de alfabetização de
surdos tem duas enquetes a serem ressaltadas: o relato de estórias por parte da
comunidade e a produção de literatura infantil em sinais (não sistemas de
comunicação artificial, portuguesa sinalizado, ou qualquer outra coisa que não
seja a Língua de Sinais Brasileira (LSB)). Recuperar a produção literária da
comunidade surda é necessário para tornar produtivo o processo de
alfabetização.
“A educação
é direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada
com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu
preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.
(Constituição da República Federativa do Brasil, III, Art. 205).
Desta forma, o papel do surdo
adulto na educação se torna fundamental para o desenvolvimento da pessoa surda.
É preciso produzir estórias utilizando-se configurações de mãos específicas,
produzirem estórias em primeira pessoa sobre pessoas surdas, sobre pessoas
ouvintes, produzir vídeo de produções literárias de adultos surdos.
A educação de surdos e a educação
especial
A educação especial para surdos
parece não ser o marco adequado para uma discussão significativa sobre a
educação dos surdos. Mas, ela é o espaço habitual onde se produzem e se
reproduzem táticas e estratégias de naturalização dos surdos em ouvintes, e o
local onde a surdez é disfarçada.
A necessidade de construir um
território mais significativo para a educação dos surdos nos conduz a um
conjunto de inquietações acerca de como narramos aos outros, de como os outros
se narram a si mesmos, e de como essas narrações são colocadas de um modo
estático nas políticas e nas praticas pedagógicas. A tensão e a ruptura com a
educação especial só podem ser entendidas como estratégias para deslocar
representações e não no seu sentido linear, literal. O movimento de aproximação
com outras linhas de estudo em educação também é uma provocação para o
descentramento.
Reflexão sobre o fracasso
educacional dos surdos
A falta de compreensão e de
produção dos significados da língua oral e o analfabetismo na escola antiga, a
mínima proporção dos surdos tinham acesso a estudos de ensino superior, pois
estava escassa a qualificação profissional para o trabalho, e estes são motivos
para várias justificações impróprias sobre o fracasso na educação dos surdos.
Uma delas, está a culpabilizacao aos professores ouvintes por esse fracasso e a
localização do fracasso nos processos dos métodos de ensino – o que esforça a
necessidade de sistematizá-los ainda mais, de torná-los mais rigorosos e
impiedosos com relação aos surdos. Nesses tipos de justificações, evita-se a
denuncia do fracasso da escola, da educação e do compromisso da
responsabilidade do Estado.
Os que fracassam em relação aos
surdos são os direitos lingüísticos e de cidadania quanto, as teorias de
aprendizagem que refletem as condições cognitivas dos surdos.O que se faz
necessário quanto à presença do fracasso, é o surgimento de novas teorias e
variadas perspectivas. Chegamos à conclusão que a educação dos surdos não
fracassou, ela apenas conseguiu os resultados previstos em função dos
mecanismos e das relações de poderes e de saberes atuais.Em relação a isso
foram questionadas as formas de processo de ensino aprendizagem e quais são os
processos e as metodologias utilizadas na Escola Municipal Geraldo Caldani.
Os professores têm o auxílio
necessário da equipe pedagógica e freqüentam cursos de LIBRAS semanalmente,
utilizando sempre o Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola que é adequado
para proporcionar uma metodologia diversificada e eficiente para que haja
interação entre professores e alunos em sala de aula para se obter resultados
significativos.
Também são usados recursos
visuais diferenciados com o objetivo de proporcionar melhor entendimento dos
conteúdos explanados no decorrer das aulas tanto no espaço como nos recursos
usados em sala de aula na qual possui laboratório de informática com acesso a
internet e vídeos diversificados adaptados em libras e coleção do dicionário enciclopédico
ilustrado trilíngue da LÍNGUA de Sinais Brasileira.
Reflexão sobre as potencialidades
educacionais dos surdos
A educação dos surdos pode muito
bem ser definida como uma história de impossibilidades. A reflexão sobre o
consenso das potencialidades educacionais dos surdos não deve ser
apressadamente interpretada sobre o modo como os surdos podem ser educados e
como uma conseqüência de objetivos pedagógicos a serem desenvolvidos em termos
de uma preposição metodológica.Os Estudos Surdos em Educação podem ser pensados
como um território de investigação educacional e de preposições políticas que,
através de um conjunto de concepções lingüísticas definem uma particular
aproximação com o conhecimento e com os discursos sobre a surdez e sobre o
mundo dos surdos.
A escola de surdos e o trabalho
As escolas de surdos vêm atuando
de forma direta no que se refere na formação de surdos trabalhadores. Essa
formação atua diretamente no que se refere à na disciplina do sujeito para uma
melhor adequação às necessidades do mundo do trabalho. O sentido de
aprendizagem possibilita ao aluno surdouma atividade que evita que o aluno seja
no futuro uma “carga” para a família.Fica evidenciado que os jovens alunos
surdos vinham sendo disciplinados a uma rotina que atendia ao ritmo das antigas
fábricas que surgiram na época.
O sentido de reabilitação pode
ser facilmente encontrado em diferentes projetos direcionados às questões do
trabalho nas escolas de surdos. É importante ressaltar que se a escola de
surdos atende a criança e jovens que ainda não foram inseridos no mercado de
trabalho, é equivocado falar em reabilitação, como se fosse necessário reparar
algo ou alguém que já falhou. Essas escolhas de atividades profissionais são
motivadas pela crença de muitos pais e educadores de que a informática é a
atividade ideal para os surdos. Outros projetos privilegiam ofícios que não
exigem escolaridade mais avançada, mas que possibilitam um trabalho mais
individual, sem a necessidade de contato freqüente com o público.
O compromisso assumido pelas
escolas em garantir ao seu aluno surdo uma formação para um emprego,
comprovando a eficiência do processo educacional, leva as mesmas a se
constituírem em agência de emprego. Alunos surdos e seus familiares vão até
esses profissionais na certeza de que eles irão atender seus anseios por um
emprego e pela possível independência financeira.
Segundo CARVALHO, (2004)
argumenta que surdez e problema se conectam de forma muito imediata. As
dificuldades ligadas à falta de emprego resultam em um difícil acesso a
informação adequada e aos processos de tomada de decisão, fazendo com que os
alunos surdos e familiares procurem na escola apoio e auxilio.
A visão da escola
A escola tem sido objeto para
muitos estudos e projetos educativos e sociais que determina a participação de
diferentes grupos culturais. Na Escola Geraldo Caldani, sempre ouve a
preocupação com o perfil da escola, com o disciplinamento e com a educação de
excluídos oriundos das classes populares e de grupos culturais, pois em todos
os sentidos sempre houve preconceitos.
As diferenças existentes entre
grupos culturais estão presentes na escola moderna, porém, não sabe como
trabalhar e pensar as mesmas. A escola esta preparada para uniformizar os
sujeitos que devem ser “livres”, educados e servis. Esta dificuldade em
trabalhar com essas diferenças não se observa só na escola, mas em todas as
instituições que se deparam com o crescimento material gerado pela ciência e
tecnologia.
Segundo GÓES(1999) diz que a
escola esta entre posições de direita e esquerda e que esta vem colaborando
para diminuir as diferenças. Por um lado é vista como capaz de promover o uso
da razão e da formação de alunos livres, e por outro, é vista como incompetente
por não conseguir formar cidadãos e por estar produzindo divisões entre ricos e
pobres. CARVALHO (2004) diz:
“A pesquisa educacional vem
desenvolvendo, nas ultimas décadas, um imenso arsenal de teorias,
interpretações, recomendações, prescrições, etc. que se ocupam com a crise
educacional. Com isso essas teorias tentam descrever, analisar, compreender e
até modificar a educação especial moderna. E, para isso, trazem o aporte da
Psicologia, da Filosofia, da Sociologia, da Politicologia, etc.”
Pensar a escola possibilitará os
profissionais estudar várias outra formas sociais - pedagógicas para que o
pensamento da escola passe a ver o sujeito como um ser de produção de sentidos,
valores e identidades. Precisamos questionar o papel que a escola desempenha, e
principalmente, uniformizar sujeitos para a redução de suas vidas em
“reproduzir” a realidade de outros.
Muitas são as diferenças
existentes na escola, assim como, muitas são as formas como podemos vê-las e
pensá-las, isto dependerá do interesse e posição de quem a estuda. As
diferenças culturais ou na cultura devem ser vistas e pensadas como diferenças
políticas que devem sobressair aos limites lingüísticos, de cor, raça e de
gênero.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A partir das variáveis observadas
nesta experiência no estudo sobre o ensino de libras na educação fundamental pode-se
OBSERVAR que a inclusão escolar e a educação dos alunos surdos, promovem
algumas modificações que devem ocorrer anterior à sua presença na escola, como
as modificações que ocorrem à medida que as especificidades são identificadas,
bem como a capacitação dos profissionais que irão trabalhar diretamente com
eles.
Desta maneira, a inclusão de
alunos surdos na sala de aula do ensino comum é uma proposta não relacionada
somente com as questões da surdez, mas com questões que envolvem uma diferença
diversificada num sentido de que outros caminhos pedagógicos devem ser
trilhados para que estes alunos possam vir a constituir-se como um sujeito
surdo pertencente a uma sociedade cuja maioria é de ouvintes. Dentre estes
ouvintes, outras diferenças também existem, pois vivemos em uma sociedade que
também não reconhece as necessidades dos ouvintes, não tem um olhar para suas
particularidades.
Esses aspectos crítico -
pedagógicos que envolvem o ensino de libras para as séries iniciais sempre
estarão sujeito a mudanças. Estas, não ocorrem de modo rápido e também não são
de fácil elaboração, pois os conceitos sobre a educação e língua de sinais,
necessitam ser reformulados e ao mesmo tempo esses novos conceitos que circulam
no interior escolar, devem ser aceitos por todos na área da educação, sabendo
que conflitarão com aqueles já existentes.
Há muito que se fazer ainda no
que se diz respeito sobre a educação especial. As instituições de ensino
precisam proporcionar mais recursos lingüísticos para os deficientes auditivos
para que eles possam se desenvolver de forma autônoma, preparando - se para os
desafios do cotidiano fazendo a diferença. Desta forma, será no cotidiano da
inclusão escolar, através das experiências e reflexões das mesmas, que se
estabelecerá no processo social, as maneiras para a inclusão e quais serão as
propostas pedagógicas utilizadas para o ensino das crianças com necessidades
educativas especiais.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
GÓES, Maria Cecília Rafael; LACERDA, Cristina Broglia Feitosa. Surdes,
Processo Educativo e Subjetividade. São Paulo: Lovise, 2000.
GÓES, Maria Cecília Rafael; Linguagem, Surdez e Educação. 2ª ed.
Campinas, SP: autores associados, 1999. – coleção (educação). contemporânea)
SALLES, Heloisa Maria Moreira Lima; FAULSTICH, Enilde; CARVALHO, Orlene
Lúcia; RAMOS, Ana Adelina Lopo. Ensino de Língua Portuguesa para Surdos, vol. 1
- caminhos para a pratica pedagógica, Programa Nacional de Apoio à Educação dos
Surdos, 2004.
QUADROS, Ronice Muller de; KARNOPP, Lodenir Becker. Língua de Sinais
Brasileira - Estudos Lingüísticos, 2004. Ed 1. Artmed Psipedagogi.
SALLES, Heloisa Maria Moreira Lima; FAULSTICH, Enilde; CARVALHO, Orlene
Lúcia; RAMOS, Ana Adelina Lopo. Ensino de Língua Portuguesa para Surdos, vol. 2
- caminhos para a pratica pedagógica, Programa Nacional de Apoio à Educação dos
Surdos, 2004.
SKLIAR, Carlos; A Surdez, um olhar sobre as diferenças. 3ª edição; ed.
Mediação – Porto Alegre – RS – 2005.
CAPOVILLA,
Fernando Cezar; RAPHAEL, Walkiria Duarte; Dicionário Enciclopédico Ilustrado
Trilíngue Língua de Sinais Brasileira; vol. II – SP – 2006
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
COMO ACONTECE A APRENDIZAGEM EM CRIANÇAS COM SÍNDROME DE DOWN
PROCESSOS DE ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM
SÍNDROME DE DOWN
Na escola, uma criança com Síndrome de Down pode, deve e vai adquirir competências acadêmicas básicas como ler e escrever, tão bem como o restante de alunos. Além dessas competências, a escola deve preocupar-se em formar alunos que tenham habilidades para utilizar suas competências no dia a dia, tornando essa aprendizagem significativa.
A única diferença é que pode demorar um pouco mais: enquanto as outras crianças aprendem a ler e a escrever em cerca de seis meses, uma criança com Síndrome de Down pode precisar de um ano ou mais.
Atualmente há uma discussão em torno dos métodos tradicionais de alfabetização e da teoria construtivista. Para entendermos tal discussão, é necessário examinarmos os pressupostos teóricos que estão embasados nestas práticas pedagógicas tradicionais de alfabetização e na teoria construtivista. As práticas pedagógicas tradicional, representadas pelos métodos sintéticos e analíticos, apresentam uma concepção mecânica e diretivista, sendo a idéia de aprendizagem vista como um condicionamento, no qual o comportamento é moldado (governado), descrito, explicado, previsto e controlado por reforços.
Em oposição a estes métodos surge a proposta ou Teoria Construtivista, cujo principal representante é Jean Piaget.
Para Piaget o sujeito constrói o conhecimento na sua relação com o meio, passando este por diferentes estágios, que dependem do que cada sujeito traz de herança genética e esquemas mentais para compreender determinada situação.
Esta compreensão requer, também, maturação neurológica, experiências socioculturais e fatores afetivos, a fim de desenvolver a autonomia intelectual. Como sugestão, a partir de um ditado avaliativo, a criança com Síndrome de Down demonstrará, tanto como qualquer outra criança em fase de alfabetização, que pensa a escrita, tomando como referencial a pesquisa de FERREIRO & TEBEROSKY (1985) e FERREIRO (1990)- sobre a Psicogênese da Escrita. Este corpo de conhecimento sobre a proposta construtivista será ampliado pelos estudos sobre a psicogênese da leitura e escrita, através das pesquisadoras Emília Ferreiro e Ana Teberosky que tentam investigar como a criança constrói seu conhecimento.
O fato é que o ‘tempo’ para que sejam alfabetizadas as crianças com síndrome de down pode ser mais demorado do que o de outras crianças que apresentem um desenvolvimento cognitivo dentro dos padrões de normalidade. Independentemente disso, os estudos mostram que a educação pode produzir resultados excelentes e até inesperados nas crianças com trissomia 21, daí a importância do empenho dos professores e dos pais no processo de inclusão escolar, visto que cabe à escola não apenas garantir o direito ao acesso à educação básica fundamental a todos, mas também permanência e sobretudo a aprendizagem de todos. Eis o maior dos DESAFIOS da chamada INCLUSÃO ‘de’ TODOS ou melhor, INCLUSÃO ‘para’ TODOS.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
A INCLUSÃO SOCIAL e ESCOLAR do SURDO: Desafios e possibilidades
Considerando que a inclusão de alunos surdos em sala de aula do ensino
comum seja uma proposta não relacionada somente com as questões da surdez, mas
com questões que envolvem uma diferença
diversificada no sentido de que outros caminhos pedagógicos devam ser
trilhados para que tais alunos constituam-se como sujeitos surdos pertencentes
a uma sociedade, cuja maioria é de ouvintes. Esses aspectos crítico - pedagógicos
que envolvem o ensino de libras para as séries iniciais sempre estarão sujeito
a mudanças. Estas, não ocorrem de modo rápido e também não são de fácil
elaboração, pois os conceitos sobre a educação e língua de sinais, necessitam
serem reformulados e ao mesmo tempo, os novos conceitos que circulam no
interior escolar, devem ser aceitos por todos, na área da educação, sabendo que
conflitarão com aqueles já existentes.
Há muito a ser feito no que diz respeito à educação especial, visto que
as instituições de ensino precisam proporcionar mais recursos linguísticos para
os deficientes auditivos, para que se desenvolvam de forma autônoma,
preparando-lhes para os desafios do cotidiano, mas sobretudo, para que façam a
diferença.Desta forma, será no cotidiano da inclusão escolar, através das
experiências e reflexões das mesmas no processo social, que as propostas
pedagógicas utilizadas para o ensino das crianças com necessidades educacionais
especiais serão elaboradas, adequadas, adaptadas, isto é, planejadas e/ou (re)
planejadas.
Além
disso, a discussão sobre o tema da Lei de Libras é de sumária importância para
a uniformatização de uma sociedade democrática de direito. Destaca-se aqui que
a gestão educacional para resultados eficazes passa pelo ensino e vivência do cotidiano,
deparando-se com o contexto dos professores que buscam sempre dar o melhor para
seus alunos, com a finalidade de melhorar a técnica de ensino, inclusive em sua
prática com Libras, objetivando realizar sua função da melhor maneira, para
melhores resultados com todos os educandos, ouvintes e não ouvintes.
Espera-se
que no futuro as pessoas surdas sejam mais reconhecidas, bem como a atuação
delimitada ao seu contexto, mais efetivadas de maneira global e irrestrita. Que
não fique somente nas legislações, pois foram segregados durante anos em
escolas especializadas, servindo de pano de fundo para a grande discriminação
que assola o país, além de nada acrescentar ao processo de desenvolvimento do
surdo, enquanto pessoa digna e de direitos ou como cidadão que vive e convive
numa sociedade dita ‘democrática’.
Msc. Luciene Martins Tanaka
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
MEU TERCEIRO LIVRO JÁ ESTÁ A VENDA...
Essa obra é fruto de reflexões sobre a diversidade e as adversidades encontradas no sistema educacional brasileiro, que dificultam uma educação de qualidade para todos, ou seja, inclusiva. Nesse sentido, a escola pode ser vista como um espaço de formação do homem, que em meio a tantas (in)formações, afasta-se por vezes, da sua própria essência. É deixado ao leitor o desafio de um repensar pedagógico e humano sobre a diversidade. Portanto, não se pode mais pensar numa 'EDUCAÇÃO da DIVERSIDADE' ou 'INCLUSIVA' para TODOS, garantindo apenas o acesso e a permanência no ambiente escolar, mas também e, sobretudo, torna-se imprescindível, assegurar o direito à aprendizagem, respeitando as necessidades reais de cada um, sejam educativas especiais ou dificuldades em aprender. Destaca-se aqui uma interessante afirmação: Você cresce quebrando paradigmas. Esse é o objetivo maior dessa obra: que o leitor tenha o poder de decisão sobre suas antigas crenças e atuais práticas pedagógicas.
Para os interessados:http://www.livropronto.com.br/ produtos_descricao.asp?lang=pt_ BR&codigo_produto=593
domingo, 16 de setembro de 2012
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