domingo, 3 de abril de 2011

Quem paga a música escolhe a dança?

Marisa Lajolo - Profª Titular (aposentada) da UNICAMP. Profª da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Pesquisadora Senior do CNPq. Organizadora, com João Luís Ceccantini do livro de Monteiro Lobato livro a livro (obra infantil), obra que recebeu o Prêmio Jabuti 2010 como melhor livro de não ficção.

“Caçadas de Pedrinho”, de Monteiro Lobato, está em pauta e é bom que esteja, pois é um livro maravilhoso. Narra as aventuras da turma do sítio de Dona Benta primeiro às voltas com a bicharada da floresta próxima e, depois, com uma comissão do governo encarregada de caçar um rinoceronte fugido de um circo. Nos dois episódios prevalecem o respeito ao leitor, a visão crítica da realidade, o humor fino e inteligente.

Na primeira narrativa, a da caçada da onça, as armas das crianças são improvisadas e na hora ‘H’ não funcionam. É apenas graças à esperteza e inventividade dos meninos que eles conseguem matar a onça e arrastá-la até a casa do sítio. A morte da onça provoca revolta nos bichos da floresta e eles planejam vingança numa assembléia muito  divertida: felinos ferozes invadem o sítio e – de novo - é apenas graças à inventividade e esperteza das crianças (particularmente de Emília) que as pessoas escapam de virar comida de onça.

Na segunda narrativa, a fuga de um rinoceronte de um circo e seu refúgio no sítio de Dona Benta leva para lá a Comissão que o governo encarregou de lidar com a questão. Os moradores do sítio desmascaram a corrupção e o corpo mole da comissão, aliam-se ao animal cioso da liberdade conquistada e espantam seus proprietários. E, batizado Quindim, o rinoceronte fica para sempre incorporado às aventuras dos picapauzinhos.

Estas histórias constituem o enredo do livro que parecer recente do Conselho Nacional de Educação (CNE), a partir de denúncia recebida, quer proibir de integrar acervos com os quais programas governamentais compram livros para bibliotecas escolares. O CNE acredita que o livro veicula conteúdo racista e preconceituoso e que os professores não têm competência para lidar com tais questões. Os argumentos que fundamentam as acusações de racismo e preconceito são expressões pelas quais Tia Nastácia é referida no livro, bem como a menção à África como lugar de origem de animais ferozes.

Sabe-se hoje que diferentes leitores interpretam um mesmo texto de maneiras diferentes. Uns podem morrer de medo de uma cena que outros acham engraçada. Alguns podem sentir-se profundamente tocados por passagens que deixam outros impassíveis. Para ficar num exemplo brasileiro já clássico, uns acham que Capitu (D. Casmurro, Machado de Assis, 1900) traiu mesmo o marido, e outros acham que não traiu, que o adultério foi fruto da mente de Bentinho. Outros ainda acham que Bentinho é que namorou Escobar...!

É um grande avanço nos estudos literários esta noção mais aberta do que se passa na cabeça do leitor quando seus olhos estão num livro. Ela se fundamenta no pressuposto segundo o qual, dependendo da vida que teve e que tem, daquilo em que acredita ou desacredita, da situação na qual lê o que lê, cada um entende uma história de um jeito. Mas essa liberdade do leitor vive sofrendo atropelamentos. De vez em quando, educadores de todas as instâncias – da sala de aula ao Ministério de Educação- manifestam desconfiança da capacidade de os leitores se posicionarem de forma correta face ao que lêem.

Infelizmente, estamos vivendo um desses momentos.

Como os antigos diziam que quem paga a música escolhe a dança, talvez se acredite hoje ser correto que quem paga o livro escolha a leitura que dele se vai fazer. A situação atual tem sua (triste) caricatura no lobo de Chapeuzinho Vermelho que não é mais abatido pelos caçadores, e pela dona Chica-ca que não mais atira um pau no gato-to. Muda-se o final da história e re-escreve-se a letra da música porque se acredita que leitores e ouvintes sairão dos livros e das ca nções abatendo lobos e caindo de pau em bichanos. Trata-se de uma idéia pobre, precária e incorreta que além de considerar as crianças como tontas, desconsidera a função simbólica da cultura. Para ficar em um exemplo clássico, a psicanálise e os estudos literários ensinam que a madrasta malvada de contos de fada não desenvolve hostilidade conta a nova mulher do papai, mas – ao contrário- pode ajudar a criança a não se sentir muito culpada nos momentos em que odeia a mamãe, verdadeira ou adotiva...

Não deixa de ser curioso notar que esta pasteurização pretendida para os livros infantis e juvenis coincide com o lamento geral – de novo, da sala de aula ao Ministério da Educação— pela precariedade da leitura praticada na sociedade brasileira. Mas, como quem tem caneta de assinar cheques e de encaminhar leis tem o poder de veto, ao invés de refletir e discutir, a autoridade veta. E veta porque, no melhor dos casos e muitas vezes com a melhor das intenções, estende suas reações a certos livros a um numeroso e anônimo universo de leitores...

No caso deste veto a “Caçadas de Pedrinho”, Conselheira Relatora Nilma Lino Gomes acolhe denúncia de Antonio Gomes da Costa Neto que entende como manifestação de preconceito e intolerância de maneira mais específica a personagem feminina e negra Tia Anastácia e as referências aos personagens animais tais como urubu, macaco e feras africanas; (...) aponta menção revestida de estereotipia ao negro e ao universo africano , que se repete em vários trechos do livro analisado e exige da editora responsável pela publicação a inserção no texto de apresentação de uma nota explicativa e de esclarecimentos ao leitor sobre os estudos atuais e críticos que discutam a presença de estereótipos na literatura.

Independentemente do imenso equívoco em que, de meu ponto de vista, incorrem o denunciante e o CNE que aprova por unanimidade o parec er da relatora, o episódio torna-se assustador pelo que endossa, anuncia e recomenda de patrulhamento da leitura na escola brasileira. A nota exigida transforma livros em produtos de botica, que devem circular acompanhados de bula com instruções de uso.

O que a nota exigida deve explicar? O que significa esclarecer ao leitor sobre os estudos atuais e críticos que discutam a presença de estereótipos na literatura? A quem deve a editora encomendar a nota explicativa ? Qual seria o conteúdo da nota solicitada? A nota deve fazer uma auto-crítica (autoral, editorial?), assumindo que o livro contém estereótipos? A nota deve informar ao leitor que “Caçadas de Pedrinho” é um livro racista? Quem decidirá se a nota explicativa cumpre efetivamente o esclarecimento exigido pelo MEC?

As questões poderiam se multiplicar. Mas não vale a pena. O panorama que a multiplicação das questões delineia é por demais sinistro. Como fecho destas melancólicas maltraçadas aponte-se que qualquer nota no sentido solicitado – independente da denominação que venha a receber, do estilo em que seja redigida, e da autoria que assumir - será um desastre. Dará sinal verde para uma literatura autoritariamente auto-amordaçada. E este modelito da mordaça de agora talvez seja mais pernicioso do que a ostensiva queima de livros em praça pública, número medonho mas que de vez em quando entra em cartaz na história desta nossa Pátria amada idolatrada salve salve. E salve-se quem puder... pois desta vez a censura não quer determinar apenas o que se pode ou não se pode ler, mas é mais sutil, determinando como se deve ler o que se lê!

sábado, 2 de abril de 2011

1ª Edição Esgotada




Agradeço a todos que adquiriram meu livro e informo que a 1ª edição está esgotada. A editora já está providenciando a segunda edição.

ACONTECEU.​..FORMATUR​A 3 TURMA PEDAGOGIA (FAPI- EDUCAE) COLÉGIO DIVINO ESP STO

UM MOMENTO DE REFLEXÃO ÀS FORMANDAS DA 3ª TURMA DO CURSO DE PEDAGOGIA (PELA FAPI/EDUCAE- PÓLO Esp. Sto Pinhal- 2010)...



 “Para mudar é preciso coragem, cuidado, humildade e ousadia. É preciso mudar tendo consciência de que a mudança é um processo gradativo e continuado”.Sábias palavras do nosso ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva em seu discurso de posse! Nesse contexto, os profissionais de educação, em especial os pedagogos têm papel essencial, pois somos responsáveis pelas sementes do amanhã, que poderão ser fruto de uma geração de pessoas que conquistaram a verdadeira democracia. Segundo Paulo Freire “A democracia é, como o saber, uma conquista de todos. Toda a separação entre os que sabem e os que não sabem, do mesmo modo que a separação entre as elites e o povo, é apenas fruto de circunstâncias históricas que podem e devem ser transformadas”. Portanto, ao novo educador compete, o desafio de refazer a educação, reinventa-la, criar as condições objetivas para que uma educação democrática seja possível, além das alternativas pedagógicas que favoreçam o aparecimento de um novo tipo de pessoas, ou seja, as solidárias, as preocupadas em superar o individualismo criado pela exploração capitalista do trabalho, as preocupadas com um novo projeto social e político que construa de fato uma sociedade mais justa, mais igualitária. Diante desse contexto agora ‘Pedagogas’, formadas pela Faculdade de Pinhais (Pólo em Esp. Sto Pinhal- pelo EDUCAE),  não podemos fugir da responsabilidade de semear. Não digamos que o solo é áspero, que chove freqüentemente, que o sol queima ou que a semente não serve. Não é nossa função julgar a terra e o tempo. Nossa missão é semear. Lembrem-se que  a semente é abundante! Um pensamento, um sorriso, uma promessa de alento, um aperto de mão, um conselho, um pouco de água, o diálogo, são sementes que germinam facilmente. Não semeies, porém descuidadamente, como quem cumpre uma missão desagradável! Semeemos com interesse, com amor, com atenção, como quem encontra nisto o motivo central de sua felicidade. Não importa o campo de trabalho, quer na empresa, na instituição escolar, na área de pesquisa, enfim nas diversas atuações do pedagogo, têm-se a possibilidade de construir um mundo melhor. Certamente sabemos que o diploma, parece fazer-nos  cruzar uma linha de chegada, gerando momentos de efetivo bem-estar, mas acreditamos que este é apenas o COMEÇO de uma longa estrada a ser percorrida, com as variadas especializações, atividades profissionais, grupos de estudos, que proporcionarão outros encontros, desencontros e reencontros.  ‘ENCONTRAR’ é verbo transitivo, que no cotidiano, queríamos definitivo. Para a vida nascemos de um encontro, e de incontáveis encontros e vivencias, levamos marcas que norteiam e estruturam nosso jeito de conhecer, fazer, conviver, ser e viver. E só para concluir, quero deixar a todas  a mensagem de que devemos ter “fé na vida, fé no homem, fé no que virá, nós podemos tudo, nós podemos mais, vamos lá fazer o que será! NÃO tenham somente ‘ESPERANÇA’ NA EDUCAÇÃO...MAS tenham uma espécie de  ‘ESPERANÇAR’ ‘NA’ E ‘COM’ A EDUCAÇÃO...NO SENTIDO DO ‘VERBO’ (AÇÃO) , SOBRETUDO DE TRANSFORMAÇÃO! PARABÉNS A TODAS AS FORMANDAS DO CURSO DE PEDAGOGIA (PELO EDUCAE)  E A TODOS OS FAMILIARES , QUE DE ALGUMA FORMA CONTRIBUÍRAM PARA QUE ESSE DIA CHEGASSE E FOSSE COROADO COM O SUCESSO QUE VOCÊS SÃO E SERÃO!!! BEIJOS NO CORAÇÃO DE TODOS VCS!!! PROFª Ms. LUCIENE MARTINS TANAKA- 31/03/2011. COLÉGIO DIVINO ESPÍRITO SANTO- EDUCAE.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Jornal Acontece de Sto. Antonio do Jardim também divulga o lançamento do livro

Caderno 2
Santo Antônio do Jardim, 4 de março de 2011, Ano 11, nº 246
“Contos de Fadas Frente à Inclusão
Escolar” é lançado com sucesso
Luciene Martins Tanaka, junto da diretora do ACONTECE, Mônica Monferdini de Oliveira, que também é pedagoga e apoiadora da educação inclusiva

‘Professora, não tem nenhuma menina loira e bonita como a Cinderela do livro aqui! A única loira aqui é você!’ ‘Também não tem nenhum menino alto e bonito, de olhos azuis e pele branquinha como a do livro!’ Essas palavras parecem que ecoam até hoje em meus ouvidos! Foi naquele dia e naquele exato momento que senti, compreendi que minha missão enquanto educadora ia além do trabalho em sala de aula e dos muros da escola. Nesse momento de ‘desconstrução do saber’, surgiram muitas inquietações: Mas afinal, qual seria o papel do leitor crítico ou do crítico leitor? Numa época em que tanto se fala sobre ‘Integração’, ‘Inclusão Social’, ‘Escola Inclusiva’, ‘Educação para Todos’; por que será que ainda deparamo-nos com atitudes diversas de professores, pais e alunos frente à Inclusão de crianças com qualquer tipo de deficiência? Essa obra foi desenvolvida com o objetivo de levar o leitor a refletir sobre as contribuições dos Clássicos dos Contos de Fadas para a construção da imagem simbólica coletiva sobre a deficiência e diferença, bem como qual sua repercussão, enquanto ‘memória social’, diante da Inclusão Escolar.
Esta é a definição da autora, Luciene Martins Tanaka, para a motivação em escrever o livro “Contos de Fadas Frente à Inclusão Escolar”, cujo lançamento aconteceu no último dia 23 de fevereiro, quarta-feira, na Casa do Escritor Pinhalense “Edgard Cavalhero” (Biblioteca Municipal de Espírito Santo do Pinhal). Luciene possui graduação em Pedagogia pela Fundação de Ensino Octávio Bastos e Mestrado em Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atualmente é Psicopedagoga da Prefeitura Municipal de Espírito Santo do Pinhal e professora da EE “José dos Reis Pontes”. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em aprendizagem e dificuldades de aprendizagem, educação e avaliação, deficiência, imagem simbólica coletiva, distúrbios do desenvolvimento e inclusão escolar. Atualmente está no último ano do Curso de Formação
em Psicanálise, pela Associação Brasileira de Filosofia e Psicanálise (ABRAFP) - Conselheiro Lafaiete, tendo conseguido bolsa, e já é associada à ABRAFP. O evento de lançamento iniciou-se às 20 horas com apresentação de música ao vivo, muitas fotos, entrevistas, vendas do livro e sessão de autógrafos. O local estava repleto de convidados, entre os quais: Diretores de escola, professores, alunos, autoridades municipais, escritores e, inclusive, a roteirista do programa educativo da TV Cultura “Rá-Tim- Bum”, além de familiares e amigos da autora. Entre os convidados, muita curiosidade na leitura da sinopse, e, em suas faces, claros sinais de aprovação e admiração. Para descontrair, foram servidos refrigerantes e salgados, incluindo os famosos pastéis de Laércio Martins (pai de Luciene), que deliciaram a todos. Destaque para o momento em que foi apresentada a filha da autora, Thaís Helena Martins Tanaka, de apenas 14 anos, para receber o prêmio de 1º lugar no Concurso Edgard Cavalhero - Categoria Contos. Muitos dos convidados fizeram uso da palavra, para homenagear a família talentosa, em especial as autoras Luciene e Thaís.

Matéria publicada no Jornal de Pinhal

Espírito Sto. do Pinhal  Sábado, 26/03/2011  •  Edição 848
PROFESSORA PINHALENSE LANÇA SEU LIVRO
A professora Luciene Martins Tanaka lançou na quarta-feira, dia 23, o seu livro: Contos de Fadas frente à Inclusão Escolar: a construção da imagem simbólica coletiva A noite de quarta-feira, 23, foi bastante significativa para os que gostam de literatura, pois tiveram oportunidade de prestigiar o lançamento do livro da professora e mestre em Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Mackenzie de São Paulo. Na Casa do Escritor Pinhalense Edgard Cavalheiro, Luciene Martins Tanaka, que também é psicopedagoga, lançou o livro Contos de Fadas frente à Inclusão Escolar: a construção da imagem simbólica coletiva. Na cerimônia realizada na Casa do Escritor, estiveram presentes a prefeita em exercício, Marilza Roberto da Costa; a diretora do Departamento de Educação, Lourdes Carradori Zucherato, e João Batista Rozon, presidente da casa. Na ocasião, um quarteto musical formado por Paulo Rafael Rinco Lino (violino); José Eduardo Martins Souza (flauta); José Geraldo dos Santos Martins (violão); e José Geraldo Benevides de Souza Junior (percussão) apresentou-se, dando um brilho especial ao evento.
Educação inclusiva

Luciene Martins Tanaka é filha do casal Laércio Martins e Maria Helena Carrara Martins e sempre gostou muito de escrever. A autora explica que a obra é fruto de anos de estudos, pesquisa e muita dedicação à arte de ler e de contar histórias. “Essa obra foi escrita e desenvolvida como trabalho de pesquisa durante o curso de mestrado de 2005 a 2007”.
Ela se lembra de um fato que a marcou e incentivou a escrever o livro. Durante uma aula, uma aluna questionou: “professora, não tem nenhuma menina loira e bonita como a Cinderela do livro aqui! A única loira aqui é você! E também não tem nenhum menino alto e bonito, de olhos azuis e pele branquinha como a do livro!”.
“Foi naquele dia e naquele exato momento que senti, compreendi que minha missão enquanto educadora ia além do trabalho em sala de aula e dos muros da escola. Nesse momento de ‘desconstrução do saber’, surgiram muitas inquietações: mas afinal, qual seria o papel do leitor crítico ou do crítico leitor? Numa época em que tanto se fala sobre ‘integração’, ‘inclusão social’, ‘escola inclusiva’, ‘educação para todos’ por que será que ainda deparamo-nos com atitudes diversas de professores, pais e alunos frente à inclusão de crianças com qualquer tipo de deficiência?”, diz Luciene. E ressalta: “essa obra foi desenvolvida com o objetivo de levar o leitor a refletir sobre as contribuições dos Clássicos dos Contos de Fadas para a construção da imagem simbólica coletiva sobre a deficiência e diferença, bem como qual sua repercussão, enquanto ‘memória social’, diante da inclusão escolar”. Na sexta-feira, 25, a autora ministrou palestra no Anfiteatro do Unipinhal, no bloco G e também promoveu noite de autógrafos.

terça-feira, 1 de março de 2011

Filha de peixe...

A filha de Luciene e Alexandre, Thais, recebendo a premição de 1 lugar categoria Contos da Casa do Escritor Edgard Cavalheiro.
Parabéns, Thais!!!